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O Túmulo de Jesus PDF Imprimir E-mail

"A mídia tem sido um instrumento de controvérsia já por algum tempo. Além dela, cientistas e especuladores com sede de poder, fazem de tudo para vender e aparecer. Cientistas que dizem ter feito clones de homens; fósseis que comporiam o elo perdido; contatos extraterrestres; enfim, muitas são as conjecturas dessas mentes arrogantes, mas que nunca não passaram de fraudes. A coisa é tão séria que a Revista Scientific American História Nº 6 publicou de capa a seguinte matéria - "OS GRANDES ERROS DA CIÊNCIA - NA ATIVIDADE CIENTÍFICA, ERRAR É A REGRA, NÃO A EXCEÇÃO".

 

 

 


Não é coincidência. Todas as vezes que nos aproximamos de alguma data importante para a cristandade, espocam matérias em revistas e tvs (aparentemente de cunho científico) para tentar desacreditar a Bíblia. Observe que é justamente nesses períodos que os homens estão mais "sensíveis" para temas religiosos e, portanto, dispostos a comprar tudo o que se produz. Vende-se muito, ganha-se muito dinheiro, nada é provado, alguns faturam e milhares de crentes fracos ficam cheios de dúvidas.

Um relato de alguns episódios recentes, dos quais nos lembramos agora: matéria da Revista Superinteressante tenta colocar Paulo como traidor de Jesus; Dan Brown lança o Código Da Vinci e ataca a pessoas de Jesus, Sua obra e a Igreja; É lançado o livro "E a Bíblia não Tinha Razão", cheio de teses de teólogos liberais sem credibilidade e cientistas menos confiáveis ainda; Anuncia-se a descoberta das ossadas de Tiago, irmão de Jesus (depois, revela-se que tudo não passara de uma sabotagem e a mídia não dá o mesmo cartaz a desmentido); comunica-se como novidade o "aparecimento" do Evangelho de Judas, um documento gnóstico amplamente conhecido desde os primeiros pais da Igreja e sem nenhum crédito científico e teológico. Além desses, mais uma série de outros acontecimentos, tratados com estardalhaço, devem estar na memória dos que nos ouvem.

Dessa vez o irresponsável não é o escritor Dan Brawn, mas o seu congênere, o cineasta James Cameron, diretor de Titanic. Ele produziu um documentário de 2 milhões de dólares, onde mostra as supostas e mais recentes descobertas da arqueologia envolvendo Jesus Cristo. No filme, Cameron afirma ter encontrado, em um sepulcro, o ossuário de Jesus Cristo, Maria, José, Maria Madalena, Mateus e Judá, filho de Jesus. Esse túmulo teria sido encontrado em 1980 no subúrbio de Talpiot, em Jerusalém. Na época não chamou muita atenção devido ao fato de ser natural encontrar esses ossuários, além do que os nomes em questão são comuns em demasia - "O Cientista Amos Kloner, disse que os nomes eram coincidências, e qualificou o filme de Cameron como bobagem". Eu, particularmente acho que é mais que bobagem - é irresponsabilidade mesmo!

Segundo o Jornal Folha de São Paulo de 26 de fevereiro de 2007, os ossos passaram por testes de DNA, e verificou-se que não havia parentesco entre eles. Ou seja, se era o ossuário da família de Jesus Cristo, então deveria haver parentesco pelo menos em alguns ossos, mas não houve. O Jornal informa também que no ossuário do suposto Jesus não havia osso, apenas o ossuário ou caixa mortuária.

É preciso levar em alta relevância que Jesus, o Jesus bíblico, e seus parentes eram de uma família da Galiléia, sem laços com Jerusalém. A tumba de Talpiot pertencia a uma família de classe média do primeiro século e não tinha nada a ver com os pobres Galileus.

A priori, entendo que o basilar desta nova polêmica fica aqui esclarecido, aguardando o desenrolar das argumentações do tal documentário que será exibido em redes de TV de todo o mundo. Além do que, o caso desses ossuários pode terminar como o ossuário de Tiago, ou seja, a relíquia era legítima, mas o escrito na urna era posterior. Ainda não temos a confirmação se os escritos nas urnas são realmente correspondentes à data dos ossuários.

Somente alertamos nossos irmãos a persistirem na fé, pois é mister que tudo isso aconteça. O inimigo de nossas almas fará de tudo para derrotar-nos e tirar o que mais temos de valioso - a nossa fé. "... olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim" (Mt. 24:6).

 

O que está por trás do atual criticismo científico

 

Desde que Moisés escreveu "No princípio criou Deus..." (Gn 1.1), a desejada derrocada que se espera das Escrituras Sagradas está posta, por assim dizer, no inconsciente coletivo da humanidade. Deixe-me explicar. Urge lembrar que o diabo sempre tentou desacreditar, e até mesmo destruir, a Palavra de Deus. Seu intento não acabou. Ele apenas mudou de tática. Atualmente, não se utiliza mais da fogueira da Contra-Reforma. Está usando métodos refinados, por meio dos quais tem levado a nossa moderna mente científica a aceitar, sem contestação, seus ferozes ataques.

Vivendo em uma época ímpar da história, nosso ambiente relativista propicia que a palavra final da verdade não seja dada por um ser que não podemos ver, tocar e/ou cheirar, por um ser que escapa à verificação de nossas pesquisas científicas, mas por dados materialistas do nosso século XXI. Assim, qualquer coisa que se relacione a este ser (Deus) é impiedosamente colocada sob suspeita e tachada de não ser científica.

 

O que há de errado com os arqueólogos modernos?

 

A tendência atual da arqueologia e de todas as demais disciplinas científicas é fundamentada numa nova escola de antropologia cultural que rejeita a orientação histórica da arqueologia clássica. O dr. J. Handall Price, ex-professor de arqueologia bíblica na Universidade do Texas, alerta: "A presente geração de arqueólogos tem proposto teorias revolucionárias e interpretações revisionistas para substituir os modelos tradicionais, biblicamente embasados, da história de Israel". Pasmem ainda com a conclusão que Price faz em seguida: "Esse tem sido o caso, especialmente entre a comunidade arqueológica de Israel".

Contudo, há algumas décadas, a Bíblia era um livro de consulta, essencial em qualquer expedição arqueológica. Arqueólogos renomados e respeitados, como o professor W. F. Albright, Sir Frederic Kenyon, o rabino Nelson Glueck e outros não menos importantes que ainda hoje são referências em arqueologia, representavam uma escola de pensamento que puseram suas pás a serviço da Bíblia. Glueck, por exemplo, escreveu: "Pode-se afirmar categoricamente que até hoje nenhuma descoberta arqueológica contradisse qualquer informação dada pela Bíblia".

 

O sobrenaturalismo

 

Os pressupostos desta escola crítica estão firmados no sobrenaturalismo, ou melhor, no anti-sobrenaturalismo de seus críticos. Esta é a premissa sobre a qual se apóiam quando intentam levar a cabo suas pesquisas. Uma ilustração: o erudito liberal, ao efetuar suas pesquisas, parte necessariamente do pressuposto de que não existe nada de sobrenatural na Bíblia. Tudo que se refere a milagres na Bíblia é relegado a meras histórias míticas.

Por outro lado, o conservador parte da idéia de que Deus interveio no espaço-tempo em determinadas épocas para um determinado povo. Sendo assim, a hipótese sobrenatural não pode ser descartada. Na verdade, ela é necessária para uma correta interpretação das investigações.

Tais premissas, no entanto, não irão somente determinar grandemente a metodologia (de ambas as partes) usada em suas investigações, mas também suas conclusões. É por isso que muitos arqueólogos divergem entre si em suas interpretações. Não é de admirar que alguns deles não concordem com a Bíblia, apesar das evidências materiais pesarem sempre a favor dela. Quanto a isso, Norman Geisler comenta: "Evidências arqueológicas dependem do contexto de data, lugar, materiais e estilo. Como isso, o que é interpretado depende das pressuposições do intérprete".

 

Os limites da arqueologia

 

Quem pensa que a finalidade da arqueologia é refutar ou confirmar a Bíblia está completamente enganado. Definitivamente, não é este seu propósito. Aliás, é necessário considerar que nem sempre será possível confirmar cada detalhe de episódios descrito na Bíblia, e isso devido a vários fatores. Citando o professor Yamauchi,11 o dr. Price nos dá alguns fatores:

 

  • Somente uma fração do que é fabricado ou escrito sobrevive.
  • Somente uma fração dos sítios arqueológicos disponíveis foi pesquisada.
  • Somente uma fração dos sítios pesquisados foi escavada.
  • Somente uma fração de um sítio é examinada.
  • Somente uma fração do material encontrado chega ao conhecimento do público.

 

Há muitas evidências ainda por emergir das cálidas areias da Palestina. Estas descobertas são retardadas devido a vários problemas de cunho social, político, econômico, cultural e religioso. Considere, por um instante, a polêmica entre os judeus e os muçulmanos sobre o templo de Jerusalém. Por causa disso, as pesquisas arqueológicas estão interrompidas. Sem falar nos altos custos para se financiar uma expedição de grande porte e tudo isso somado à devastação de sítios arqueológicos e ao assalto dos ladrões que roubam estes artefatos.

 

Provas Históricas Irrefutáveis da Ressurreição

 

A ressurreição é essencial para a fé de um cristão. Existem várias razões que levam aqueles que estudam a ressurreição a crerem que ela é verdadeira:

Predita: Primeiro, Jesus predisse sua morte e ressurreição, e elas aconteceram exatamente como ele previu (Lucas 18:31-33).

O túmulo vazio: Segundo, a ressurreição é a única explicação plausível para seu túmulo vazio. Uma leitura cuidadosa da história bíblica mostra que o túmulo aonde eles colocaram o corpo de Jesus estava rigorosamente guardado por soldados Romanos e selado com uma enorme rocha. Se, como alguns já disseram, Jesus não estivesse morto, mas somente desmaiado, os guardas e a pedra teriam impedido a sua fuga, ou qualquer tentativa de resgate por parte dos seus seguidores. Os inimigos de Jesus não teriam tirado o corpo do túmulo, já que o desaparecimento do seu corpo do túmulo só ajudaria a encorajar a crença na sua ressurreição.

Encontro pessoal: Terceiro, a ressurreição é a única explicação para as aparições de Jesus Cristo aos seus discípulos. Após a sua ressurreição, Jesus apareceu pelo menos 10 vezes àqueles que o haviam conhecido e para outras 500 pessoas de uma só vez. O Senhor provou que estas aparições não eram alucinações: Ele comeu e falou com eles e eles O tocaram. (1 João 1:1). "De todos os sistemas de moralidade, antigo e moderno, o qual tenho tido possibilidade de observar, nenhum me parece tão puro quanto o de Jesus." Thomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos da América.

O nascimento da Igreja: Quarto, a ressurreição é a única explicação razoável para o início da Igreja Cristã. A Igreja Cristã é de longe a maior instituição que existe ou tem existido na história do mundo. Mais da metade do primeiro sermão pregado tinha a ver com a ressurreição (Atos 2:14-36). Obviamente, a igreja primitiva sabia que esta era a base de sua mensagem. Os inimigos de Jesus e Seus seguidores poderiam tê-los impedido a qualquer tempo, simplesmente apresentando o corpo de Jesus.

Vidas Transformadas: Quinto, a ressurreição é a única explicação lógica para as vidas transformadas dos discípulos. Eles o abandonaram antes da sua ressurreição; depois da sua morte estavam desencorajados e cheios de medo. Eles não contavam com a ressurreição de Jesus (Lucas 24:1-11).

No entanto, após a sua ressurreição e a experiência deles no Pentecostes, estes mesmos antes desencorajados e desapontados foram transformados pelo grandioso poder do Cristo ressuscitado. Em seu nome, eles viraram o mundo de pernas para o ar. Muitos perderam as suas vidas por sua fé; outros foram terrivelmente perseguidos. Sua atitude corajosa não tem sentido à parte de suas convicções de que Jesus Cristo tinha verdadeiramente ressuscitado dos mortos, um fato pelo qual valia a pena morrer.

O físico e filósofo francês Blaise Pascal falou da necessidade que o homem tem de Jesus, quando disse: "Existe no coração do homem um vazio do tamanho de Deus, o qual, somente Jesus Cristo pode preencher."

 

No final, a Bíblia sempre tem razão

 

Não nos enganemos: o mundo jamais nos aceitará. A luz sempre será antítese (oposição) das trevas. Não podemos esperar menos que o preconceito científico moderno contra tudo que se refere à veracidade da Bíblia. Isto posto, gostaríamos de deixar aqui uma palavra àqueles que, por vezes, hesitam entre estes dois mundos: o da fé e o da ciência:

Apesar de a fé cristã não ser uma fé cega (um salto no escuro), pois os fatos históricos bíblicos e seus conceitos teológicos estão intrinsecamente ligados entre si, o cristão tem uma vantagem: crer na Palavra de Deus, mesmo que ainda faltem, no momento, informações históricas específicas ao testemunho das Escrituras em algumas questões particulares. Pelos antecedentes já considerados, descansemos na certeza de que a Bíblia é o documento histórico mais fidedigno do mundo, e ela já tem dado prova à saciedade.

 

No final, a Bíblia sempre tem razão!

 

Pesquisa de Clériston Andrade, com textos do Prof. João Flávio Martinez, Paulo Cristiano, do CACP, e outros. 26 de Fevereiro de 2007

 
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