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Avivamento na China PDF Imprimir E-mail
A revista Show da Fé nº53 traz uma reportagem sobre o avanço da fé cristã na China. Em 1947 havia apenas 700 mil cristãos naquele país, hoje há entre 70 a 80 milhões de chineses que professam a fé cristã.

 

 

 

Habacuque 3:2 "Tenho ouvido, ó SENHOR, as tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a tua obra, ó SENHOR, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na tua ira, lembra-te da misericórdia".

A revista Show da Fé nº53 traz uma reportagem sobre o avanço da fé cristã na China. Em 1947 havia apenas 700 mil cristãos naquele país, hoje há entre 70 a 80 milhões de chineses que professam a fé cristã.

Há a expectativa de que, se a taxa de crescimento continuar a mesma, em três décadas de 20 a 30% da população estará confessando a Cristo como Salvador. Isto num país de regime comunista, onde a igreja cresce sob perseguição do estado e no qual por muito tempo os crentes só se reuniam nos subterrâneos das cidades.

Porém, o que mais me chamou a atenção na reportagem foi a simplicidade e a fé destes cristãos. A matéria narra a experiência de vida do sr. Alan Yuan, que ficou 22 anos preso por se negar a rejeitar o Evangelho. Simplicidade e fé também aparecem na vida daquele homem.

Ao ler esta matéria, lembrei-me de um artigo que conheci recentemente de J. Lee Grady da revista Ultimato. Preste atenção num trecho deste artigo, também escrito sobre o avanço da Igreja na China:

"Meu mundo foi sacudido violentamente em janeiro, quando dediquei algum tempo entrevistando líderes do movimento ilegal da "igreja nas casas" da China. Durante cinco dias orei, louvei e participei de refeições simples com estes santos preciosos a maioria dos quais passou anos solitários nas prisões comunistas pelo crime de pregarem o evangelho.

À medida que eu ouvia seus relatos em primeira mão de milagres, e do tratamento cruel que receberam dos guardas policiais, senti como se tivesse encontrado pela primeira vez uma fé parecida com aquela que vemos no Novo Testamento. Quando retornei aos Estados Unidos comecei a imaginar se o que nós chamamos de cristianismo aqui tem alguma semelhança com o verdadeiro produto.

Uma líder me explicou que supervisiona 5.000 igrejas numa área rural. "Você é um bispo ou um apóstolo?", perguntei, tentando entender os termos que eles usam. "Nós não usamos títulos", a mulher me explicou. "Nós simplesmente nos chamamos de irmão e irmã". Os 80 crentes que conheci são responsáveis por mais de 35 milhões de cristãos na China. Este é um número impressionante. Mas nenhum deles chegou ao nosso local de reunião numa limusine, nem qualquer um deles era seguido por um grupo de guarda-costas e publicitários. Muitas destas pessoas vivem como fugitivos, mas os seus rostos estavam radiantes de alegria.

O sr.Yu, que é o nome que vou usar para ele, é como o apóstolo Paulo da China. Ele viu pessoas ressuscitarem de entre os mortos, e uma vez ele viu Deus paralisando sobrenaturalmente um oficial do governo que ameaçava suspender uma reunião evangelística ao ar livre. Mas o sr.Yu não esperava nenhum tratamento especial ao passar algum tempo comigo e com seus colegas em janeiro. Ele usava uma simples camisa de manga curta, comeu o mesmo peixe com arroz que nós comemos, e comparecia para a oração como qualquer outra pessoa, antes de cada reunião".

Tenho aprendido a cada dia que um verdadeiro avivamento nasce da vontade de Deus e é recebido em corações simples, arrependidos e cheios de amor pelo Evangelho. Aprendo também que um verdadeiro avivamento enriquece a igreja e não os líderes. Enriquece vidas com a graça e o amor de Deus, mas não se orgulha por ter influência ou poder.

Convenço-me a cada dia que num genuíno avivamento não somos atrelados ao Estado, mas, na maioria das vezes, perseguidos por ele. Que um grande avivamento transforma vidas e não status.

Clamemos, então, como o profeta Habacuque: "... aviva a tua obra, ó SENHOR, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida...". Também no Brasil, Amém!

 

Clériston Andrade

Juazeiro-Bahia

 

 

 
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